7º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR – NOVO HAMBURGO
Gerenciando as Águas Urbanas: A política de Amortecimento de Cheias de Novo Hamburgo
O projeto: Reduzir os impactos da impermeabilização do solo urbano no sistema de drenagem pluvial, prevenindo alagamentos e promovendo mais segurança e qualidade de vida em Novo Hamburgo.
Justificativa: O município de Novo Hamburgo, assim como muitas cidades urbanizadas, enfrenta recorrentes transtornos em razão da sobrecarga no sistema de drenagem pluvial. Este problema é ocasionado pelo aumento da impermeabilização do solo decorrente do crescimento urbano, o que compromete a capacidade de escoamento das águas de chuva. Esse processo de impermeabilização contribui diretamente para alagamentos, danos à infraestrutura urbana e prejuízos à população. Diante desse cenário, tornou-se imperativa a adoção de medidas preventivas que garantissem maior eficiência ao sistema de drenagem e maior segurança à comunidade. A política de amortecimento de cheias, materializada pela exigência de caixas de retenção, atua diretamente na mitigação dos impactos gerados pelas novas construções. Trata-se de uma solução de baixo custo que promove a sustentabilidade urbana, aumenta a resiliência da bacia hidrográfica e preserva a qualidade de vida da população, garantindo maior segurança e bem-estar nas áreas potencialmente afetadas pelas cheias.
2º LUGAR – PASSO FUNDO
Ki_da_Hort@
O projeto: O projeto visa implantar hortas escolares como estratégia didático pedagógica na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, sensibilizando escolas para sua relevância, identificando e preparando espaços adequados e envolvendo a comunidade escolar no seu cultivo e manutenção. Através de práticas interdisciplinares, busca promover o desenvolvimento de competências, pensamento crítico, criativo e empreendedor. Também busca viabilizar a destinação adequada de resíduos e o uso racional da água, além de fomentar ações socioeducativas e sustentáveis com participação ativa de alunos, professores, entidades locais e parcerias internas no âmbito do governo municipal.
Justificativa: A crescente complexidade das interações entre ser humano e meio ambiente exige espaços de aprendizagem e conscientização. Em Passo Fundo, a urbanização acelerada e a redução de áreas verdes limitam o contato de crianças e adolescentes com a natureza. Apesar do município possuir espaços que promovem a sustentabilidade, observou-se a necessidade de propostas articuladas com entidades ligadas ao tema, contemplando a Carta das Cidades Educadoras, a BNCC e alinhadas aos ODS. Nesse cenário, hortas escolares tornam-se estratégia pedagógica eficaz, ao integrar práticas sustentáveis, tecnologias integradas e saberes locais, aproximando comunidade e escola.
3º LUGAR – CAXIAS DO SUL
Tarifa Subsocial como Instrumento para Redução do Abastecimento Irregular e do Desperdício de Água
O projeto: Promover gestão ambientalmente sustentável dos recursos hídricos e acesso digno à água tratada, formalizando ligações com política tarifária socialmente justa, ecologicamente consciente e financeiramente sustentável.
Justificativa: O projeto Tarifa Subsocial justifica-se pela sua abordagem: Proteção e Gestão Hídrica: ligações clandestinas geram perdas massivas de água tratada. A formalização coíbe o desperdício, aliviando pressão sobre mananciais e contribuindo para a segurança hídrica. Saneamento e Saúde Ambiental: acesso formal à água potável em áreas vulneráveis previne doenças e promove ambiente urbano mais saudável. A integração à rede melhora a infraestrutura de saneamento e mitiga impactos negativos. Eficiência e Sustentabilidade Operacional: perdas geram custos ambientais e energéticos. Combatê-las promove eficiência energética, redução da pegada hídrica e resiliência ecológica do sistema.
6º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR - VENÂNCIO AIRES
Programa Biodigestores nas Escolas
O projeto: Iniciativa com apoio da Secretaria de Educação, em que 22 escolas foram contempladas com biodigestores que realizam a transformação dos resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante, proporcionando uma adequada gestão de resíduos, além de ser uma ferramenta pedagógica para o desenvolvimento da educação ambiental na prática. Em todas as escolas foram desenvolvidos treinamentos e oficinas para uso dos equipamentos e para a sensibilização dos envolvidos com relação à separação de resíduos, fontes energéticas sustentáveis, alimentação saudável, adubação orgânica, implementação de hortas, práticas sustentáveis, entre outras.
Objetivo: O programa possibilita que a temática ambiental seja tratada de forma transversal, através de demonstrações práticas e de resultados efetivos que influenciam inclusive na redução da emissão de dióxido de carbono na atmosfera, que contribuem positivamente para as metas climáticas relacionadas ao aquecimento global.
Público-alvo: 22 escolas, contemplando aproximadamente 4.670 alunos e 669 professores e agentes escolares.
Metodologia: Inicialmente foram selecionadas as escolas que possuíam espaço físico para comportar a instalação dos biodigestores. As escolas também receberam lixeiras para separação de resíduos em 3 frações e balanças para pesagem dos resíduos. Também foram desenvolvidas atividades de educação ambiental envolvendo alunos.
“Temos muito orgulho dos resultados do programa e pelo fato de termos sido pioneiros na implantação dos sistemas em quase 100% da rede municipal de ensino.
Outro fator importante é que além do público escolar, o programa também tem fomentado práticas sustentáveis na comunidade, através do uso do biofertilizante em hortas, pomares e floreiras”.
Jarbas Daniel da Rosa, prefeito de Venâncio Aires
2º LUGAR - GRAMADO
Fauna Silvestre
O projeto: O projeto surgiu da necessidade da proposição de medidas mitigatórias adequadas para a proteção da fauna silvestre. Com foco na valorização da fauna silvestre nativa, promoveu-se uma série de ações voltadas à Educação Ambiental buscando preservar a biodiversidade e a riqueza natural de Gramado, tendo como objetivo final a implementação de um Centro de Triagem de Animais Silvestres que atenda a Região das Hortênsias.
Objetivo: Padronizar e aprimorar os procedimentos em relação à fauna silvestre nativa e abordar a temática da proteção de forma lúdica, estimulando a curiosidade e o aprendizado sobre os animais, destacando a importância da conservação ambiental.
3º LUGAR - SANTIAGO
Pila Verde e Azul: Economia Circular e Sustentabilidade
O projeto: O projeto utiliza as moedas sociais pilas para incentivar a reciclagem e compostagem, conectando comunidade e cultura local. O Pila Verde transforma resíduos orgânicos em adubo para agricultores, que os adquirem com pilas verdes. O Pila Azul troca recicláveis por pilas azuis, usados em atividades esportivas.
Objetivo: As iniciativas reduzem o lixo destinado a aterros, promovem a economia circular e a inclusão social, inspirando outras cidades a adotarem práticas semelhantes. Até junho/2024, o projeto transformou 565 toneladas de resíduos orgânicos em adubo e destinou 323 toneladas de materiais recicláveis para associações de catadores.
5º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR - NOVO HAMBURGO
Coleta Seletiva 100%
O projeto: Coleta Seletiva 100% - Rumo à Sustentabilidade Local, ODS e Princípios ESG Desde o ano de 2010, o município de Novo Hamburgo tem trilhado um caminho comprometido com a sustentabilidade, através da implementação da coleta seletiva por meio do programa de Gestão Social de Resíduos Sólidos CATAVIDA, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SDS). Este projeto, além de estar alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela ONU em 2015, também ressalta o seu compromisso com os princípios ESG (governança ambiental, social e corporativa).
O programa CATAVIDA foi concebido com o objetivo de promover ações integradas, considerando as dimensões da sustentabilidade social, econômica e ambiental. Através do trabalho dos catadores, busca-se enfrentar a questão social dos resíduos e fortalecer a economia local por meio da reciclagem de materiais. Ao longo dos anos, a coleta seletiva vem se consolidando na cidade, demonstrando o comprometimento de Novo Hamburgo com práticas ambientalmente responsáveis e inclusivas.
Além disso, a implementação deste projeto se alinha com os princípios ESG, que se referem a questões ambientais (Environmental), sociais (Social) e de governança (Governance). Ao promover a gestão adequada dos resíduos sólidos, a inclusão social dos catadores e a participação das cooperativas na prestação dos serviços, Novo Hamburgo demonstra seu compromisso com a responsabilidade ambiental, a equidade social e uma governança transparente e eficiente.
Em 2019, foi instituída a Lei Municipal n° 3235/2019, tornando o programa CATAVIDA uma política pública, assegurando sua continuidade e estabelecendo diretrizes para a universalização do acesso ao serviço público de coleta seletiva solidária de resíduos sólidos recicláveis em Novo Hamburgo. Ao longo dos anos, o projeto de coleta seletiva foi expandido para atender a diversos bairros da cidade, contando com a participação ativa das cooperativas Coolabore Industrial e Univale. Esse crescimento contínuo possibilitou que, em 2017, fossem atendidos 89% dos bairros de Novo Hamburgo, promovendo a inclusão de mais pessoas na cadeia de valor da reciclagem.
A revisão do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) em 2017 foi outro marco relevante para o desenvolvimento do programa "Coleta Seletiva 100%", reforçando o compromisso do município com práticas sustentáveis e a redução do impacto ambiental. Em junho de 2023, mais um passo importante foi dado ao contratar a Cooperativa Coolabore Roselândia para atender os bairros São José, São Jorge e Roselândia, que ainda não haviam sido contemplados. Com essa ação, o projeto atingiu seu objetivo de implementar a coleta seletiva em todos os 27 bairros da cidade, disponibilizando o serviço de forma abrangente e inclusiva.
Assim, o programa "Coleta Seletiva 100%" destaca-se como um projeto que vai além do cumprimento dos ODS e se compromete com os princípios ESG, buscando a construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e comprometida com as gerações futuras. Ao promover a coleta seletiva realizada integralmente por cooperativas de catadores de materiais recicláveis, o projeto reforça o desenvolvimento local, a responsabilidade ambiental e a promoção de uma cidade cada vez mais consciente e resiliente.
Justificativa: Contribuindo para a Economia Circular, Inclusão Social e Preservação Ambiental. O programa "Coleta Seletiva 100%" tem como principal objetivo ampliar a coleta seletiva de resíduos, visando obter um maior aproveitamento dos materiais recicláveis e, assim, possibilitar o retorno desses recursos à cadeia produtiva. Por meio dessa iniciativa, busca-se promover a economia circular, que consiste em criar um ciclo sustentável em que os materiais descartados são reincorporados como insumos em novos processos produtivos. Um dos aspectos mais significativos desse projeto é a inclusão dos catadores de materiais recicláveis como mão de obra especializada. Essa ação não apenas dignifica o trabalho desses profissionais, mas também gera oportunidades concretas de emprego e renda para eles. Ao fortalecer as cooperativas e valorizar o trabalho desses indivíduos, o projeto contribui para a melhoria da qualidade de vida das famílias envolvidas e para a promoção da igualdade social.
Além dos impactos positivos na inclusão social e econômica, a ampliação da coleta seletiva também resulta em benefícios ambientais expressivos. Ao recolher e dar destinação adequada aos materiais recicláveis, diminui-se a demanda por recursos naturais, já que a reciclagem reduz a necessidade de matéria-prima virgem. Isso contribui diretamente para a preservação do meio ambiente, minimizando a exploração de recursos escassos e reduzindo a pressão sobre ecossistemas sensíveis. Vale ressaltar que a iniciativa está totalmente alinhada à legislação vigente e aos princípios constitucionais. A Constituição Federal garante a todos o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, o que implica a responsabilidade de todos os setores da sociedade em adotar práticas sustentáveis. Nesse sentido, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei 12.305/2010, destaca a importância de promover o aproveitamento de todos os resíduos com potencial, encaminhando para a disposição final (aterro sanitário) somente a fração referente ao rejeito, ou seja, aquilo que não pode ser aproveitado.
Com base nesses fundamentos, o programa "Coleta Seletiva 100%" justifica-se como uma ação fundamental para impulsionar o desenvolvimento sustentável de Novo Hamburgo. Ao promover a economia circular, a inclusão social e a preservação ambiental, este projeto contribui significativamente para a construção de uma cidade mais consciente, resiliente e em harmonia com os princípios ESG, estabelecendo uma base sólida para o bem-estar das gerações presentes e futuras.
Objetivos: Sustentabilidade, Inclusão Social e Responsabilidade Compartilhada.
Público-alvo: População de Novo Hamburgo, com um enfoque especial nos catadores que atuam nas cooperativas do município. A ação tem como beneficiária direta a população hamburguense, pois a coleta seletiva possibilita a efetivação da responsabilidade compartilhada entre a comunidade e o poder público.
2º LUGAR - SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ
Projeto Beira de Rio São Sebastião do Caí
O projeto: São Sebastião do Caí é o 14º município a ser legalmente criado, sendo considerado um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul, com atualmente 148 anos. Entre os anos de 1738 a 1745 o único local povoado entre o rio dos Sinos e o Rio Caí era Capela de Santana com o primeiro nome de “Ilha do Rio dos Sinos”. Mais tarde passou para Sant’Ana do Rio dos Sinos, com adoção de Santa Ana como padroeira. A população era composta por portugueses, negros e índios civilizados (Tapes e Guaycanas).
O segundo local de povoamento da nossa região deu-se em 1848, com a instalação das primeiras levas de imigrantes germânicos, em São José do Hortêncio, que por estar longe do rio, não ficou sendo a sede do nosso município. O local era marcado por uma natureza exuberante, cortada pelo rio chamado na época de CAAY (Y=rio; CCA=mata), ou rio da Mata.
A sugestão do Bispo Laranjeira de pôr o seu nome na localidade, foi confirmada através da Lei Provincial no 870 de 15 de abril de 1873. Era criada a 87o Freguesia da Província: São Sebastião do Caí. Dois anos depois ela foi considerada Vila, e com a Lei Orgânica no 311, do Governo Federal, ela foi elevada à cidade em 1o de maio de 1875. Desde a data de sua criação até a proclamação da República, a administração municipal foi feita pela Câmara dos Vereadores. Somente no dia 28 de setembro de 1891, foi empossado o primeiro intendente do município.
O Rio Caí nasce no município de São Francisco de Paula com o nome de Santa Cruz, e na altura do Arroio dos Macacos, passa a se chamar Caí. Serpenteando entre montanhas vai engrossando ao receber pequenos afluentes. Ele banha os municípios de São Francisco de Paula, Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Feliz, Bom Princípio, São Sebastião do Caí, Montenegro e Canoas numa extensão de 200 quilômetros e desemboca no Rio Jacuí. São Sebastião do Caí está localizado as margens da rodovia RS 122, uma via de ligação entre a capital e a serra gaúcha. Está apenas 60 km de Porto Alegre. Também a 60 km aproximadamente das cidades de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Farroupilha. A 100 km estão Gramado e Canela e a 30 km ficam Novo Hamburgo e São Leopoldo.
Objetivos: Rcuperar as Áreas de Preservação Permanente – APP, nas margens do rio Caí e rio Cadeia, no município de São Sebastião do Caí, com a extensão de 41,65 km dentro do território do município.
3º LUGAR - MUITOS CAPÕES
Eco Pila
O projeto: O programa de conscientização ambiental "ECO PILA", que consiste em um sistema de trocas de materiais recicláveis por créditos para uso na aquisição de produtos/alimentos da agricultura familiar, os quais são comercializados na Feira da Agricultura Familiar o material e repassado para a escola educando os alunos mostrando a importância e o valor da reciclagem
Objetivos: Conscientização ambiental, fomentação da feira dos pequenos produtores e incentivo a reciclagem.
4º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR - PELOTAS
Óleo Sustentável
O projeto: O projeto tem um viés ambiental, social e econômico. Foi implantado em Pelotas há três anos (setembro/2019) pelo Sanep — a autarquia municipal responsável pelos serviços de saneamento básico, incluindo a coleta e a destinação de resíduos. Uma Usina de Reciclagem de Óleo foi adquirida e instalada na cooperativa conveniada Nova Esperança, onde são feitos os sabões e detergentes. Diversas estruturas para recolher o óleo de cozinha usado pela população foram dispostas pelo poder público na cidade.
Objetivo: Promover a preservação do meio ambiente, ao impedir a contaminação da água e do solo; reduzir o descarte incorreto do óleo saturado, mediante a criação da Usina de Reciclagem e da oferta de pontos de entrega à população; transformar um resíduo altamente poluente em insumo para a produção de sabão e detergente; estimular, ainda, o crescimento econômico, ao minimizar os custos com produtos de limpeza do município; e social, considerando a inclusão de catadores, membros da cooperativa conveniada.
Público-alvo: Toda a população do município de Pelotas, que gira em torno de 340 mil habitantes.
Metodologia: Além de equipar a Usina, cedida em comodato à cooperativa, um caminhão exclusivo e adaptado para o recolhimento de óleo foi adicionado à frota. Contendo bomba de sucção e descarga automática, o veículo é usado para coletar o resíduo descartado nas bombonas do projeto e conduzi-lo à Usina de Reciclagem, que é capaz de produzir 1.000 quilos de sabão e 80 litros de detergente por dia. Metade da produção é destinada à Prefeitura e a outra é comercializada pela cooperativa, gerando renda.
“O Projeto Óleo Sustentável – de reciclagem do óleo de cozinha saturado — é pioneiro no Rio Grande do Sul e fornece uma destinação ambientalmente correta para esse resíduo, agregando, ainda, trabalho e renda para uma cooperativa de catadores conveniada com o poder público para sua operação. Os produtos gerados (sabão e detergente), além de diminuir os gastos públicos na compra desses itens, oportuniza auxílio a diversas entidades assistenciais do município.”
Paula Schild Mascarenhas, prefeita de Pelotas
2º LUGAR - TUPANDI
Eco Kondo
O projeto: “Eco Kondo” é uma moeda fictícia, criada para aprimorar a gestão dos resíduos. O município visa aumentar a quantidade e o potencial de reciclagem dos resíduos, incentivando as pessoas que colaboram, promovendo a sustentabilidade e conservação dos recursos naturais. Consiste na separação do resíduo domiciliar, entrega do material, pesagem e recebimento de moeda fictícia. Após, a pessoa vai ao estabelecimento para comprar seus itens e pagar com o Eco Kondo. 1 Eco Kondo equivale a R$ 1,00.
Objetivo: A curto prazo: promover a separação dos resíduos em: orgânico e seco; obter um resíduo adequado para ser reciclado (aumento do valor agregado ao material a ser reciclado); promover o desenvolvimento sustentável; incentivar as pessoas que colaboram na separação dos resíduos. A longo prazo: diminuir as retiradas de matéria-prima da natureza; reduzir a disposição inadequada do lixo, aumentando o tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos; desenvolvimento sustentável.
3º LUGAR - SANTIAGO
Projeto Pila Verde - Unindo economia circular e gestão de resíduos
O projeto: Desenvolver iniciativas para a reciclagem, por meio da compostagem, da fração orgânica dos resíduos sólidos urbanos, realizando, assim, a valoração desse material, através de uma economia circular, é muito importante para o fomento ao desenvolvimento de cadeias de consumo sustentáveis. O projeto abrange os três pilares do desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental, além de também atender cinco dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Atualmente, o projeto possui 14 pontos de troca e cédulas do Pila Verde em notas de 1, 2 4, 10 e 20.
Objetivo: Implementar e difundir a economia circular no município. Fortalecer a gestão integrada de resíduos sólidos. Fortalecer as feiras de produtores do município. Desenvolver a economia local. Valorizar e fomento à agricultura familiar. Promover a participação da população. Incentivar, através da educação ambiental, a separação dos resíduos orgânicos.
3º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR – NOVO HAMBURGO
Valorização de resíduos sólidos urbanos através do incentivo a compostagem caseira e comunitária
JUSTIFICATIVA: Cerca de 57% dos resíduos produzidos no município de Novo Hamburgo é composto de matéria orgânica e, portanto, poderiam ser usados na produção de adubo caseiro de alta qualidade através do processo conhecido como compostagem. Com a disseminação dessa prática, além do ganho ambiental com reaproveitamento de resíduos e aumento na vida útil dos aterros sanitários, há também uma expressiva redução de custos do município com transporte e destinação final de resíduos.
OBJETIVOS: Multiplicar o conhecimento sobre a produção de adubo orgânico através da compostagem, incentivar a compostagem caseira dentro no município, promover o reaproveitamento de resíduos sólidos e reduzir a disposição de resíduos em aterro sanitário. Também faz parte dos objetivos desse projeto desenvolver um sistema piloto de compostagem comunitária para servir de modelo à população e para coletar dados que auxiliem no aprimoramento da técnica.
DESENVOLVIMENTO: Em busca de atender as determinações da Lei nº 12.305/2010 e ao Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos, desenvolver a educação ambiental e ações sustentáveis no município, e a longo prazo reduzir a disposição de resíduos orgânicos em aterro sanitário, iniciou-se o projeto de incentivo à prática de compostagem caseira e de multiplicação do conhecimento associado a técnica. Para tanto, utilizou-se do ambiente escolar para disseminação da prática e da parceira com um condomínio residencial para desenvolver e coletar dados de um sistema piloto de compostagem comunitária. O próximo passo é ampliar as ações já desenvolvidas e estudar a melhor forma de aplicar os produtos gerados nesse processo: o adubo orgânico e o chorume (fertilizante líquido).
RESULTADOS: Foram ministradas oficinas de capacitação em 28 escolas municipais. O interesse dos ouvintes em conhecer melhor o processo de compostagem ocorreu em todas as oficinas. Uma parte das escolas participantes, após a oficina, iniciou ações de compostagem com alunos e funcionários. Grande parte das escolas municipais que não receberam oficinas em 2018 manifestaram interesse para iniciar a ação no ano seguinte. No condomínio residencial, entre agosto/2018 e janeiro/2019 foi coletado cerca de 1432kg de resíduos compostáveis e 200 L de chorume. O composto produzido está armazenado para posterior uso em pátios e jardins das escolas municipais. O chorume gerado está sendo armazenado para utilização em estudo sobre a sua aplicação como fertilizante em solo, que tem previsão de início para maio/2019.
2º LUGAR – PORTO VERA CRUZ
Projeto Municipal de Valorização de Resíduos Orgânicos Eco Porto
3º LUGAR – DOM PEDRITO
Readequação e Manejo da macro e microdrenagem de Dom Pedrito
2º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR – NOVA RAMADA
Captação e Armazenamento de Água da Chuva e de Nascentes
JUSTIFICATIVA: O abastecimento de água via poços tubulares é uma alternativa de alto custo e deve ser direcionado principalmente para as atividades humanas. O uso de água das redes públicas para atividades agropecuárias é uma alternativa inviável tanto economicamente quanto ambientalmente.
DESENVOLVIMENTO: O conselho de meio ambiente seleciona os beneficiários de acordo com critérios de prioridade. Os selecionados instalam as calhas (água da chuva) ou protegem a nascente e fazem cadastro no SIOUT e constroem uma base sólida para o reservatório. Conselho de meio ambiente vistoria as obras e instalações.
RESULTADOS: Proteção de nascentes, plantio de mudas nativas, cadastros no SIOUT/DRH, instalação de reservatórios de água, diminuição do consumo de água de poços tubulares para atividades agropecuários com 41 produtores beneficiados.
2º LUGAR – VERANÓPOLIS
Jogue Limpo com Veranópolis – Programa Escola consciente, promovendo a sustentabilidade através da educação ambiental
JUSTIFICATIVA: Diminuir a produção de resíduos no município, além de destinação final adequada, o projeto tem como principal benefício transformar o lixo em renda. A Administração apoia a Associação de Recicladores de Veranópolis com aluguel de um pavilhão, e concedeu uma camionete para que a entidade pudesse fazer a retirada do material reciclável no comércio, indústria, residências e escolas. O projeto incentiva ainda a separação dos tipos de resíduos, onde o município adquiriu containers.
DESENVOLVIMENTO: Através de contratação de agência publicitária, elaboramos todos os tipos de mídia que seriam ofertados a população e as mais diversas formas de aproximar a comunidade sobre a importância do tema. Foram ainda, realizadas palestras, treinamentos e reuniões com os mais diversos segmentos da sociedade veranense, dando publicidade sobre o assunto e a metodologia da campanha.
RESULTADOS: O principal retorno da comunidade é o senso de fiscalizar os serviços prestados pela empresa responsável da coleta dos resíduos, denunciando e orientando as possíveis falhas identificadas, A criação de Multiplicadores Ambientais, preocupados com o tema e capacitados para dar as devidas informações para o restante da comunidade, transformando o projeto em uma verdadeira corrente defensora do meio ambiente. A ação desenvolvida nas escolas destinou para os recicladores 7 toneladas de material reciclável em 3 meses.
3º LUGAR – BARRA DO RIO AZUL
Programa Municipal de Conservação do Solo, Água e Meio Ambiente
JUSTIFICATIVA: Georreferenciar as propriedades, definindo áreas de culturas anuais, áreas a reflorestar, áreas de pastagens e áreas destinadas a preservação ambiental e a água com cercamento de riachos, fontes, micro-açudes e a reposição e enriquecimento da mata ciliar, além do trabalho de conservação e manejo do solo que terá impacto na viabilidade econômica das propriedades.
DESENVOLVIMENTO: Estudo e análise dos impactos da erosão nas propriedades rurais do município, discussão e levantamento dos problemas e possíveis soluções juntamente com EMATER, técnicos da secretaria de agricultura e conselho da agricultura, aprovação da Câmara municipal de Vereadores dos recursos que seriam disponibilizados, implantação do projeto em uma propriedade que houve interesse.
RESULTADOS: A propriedade tornou-se modelo de conservação de solo, água e preservação ambiental, bem como, referência de modelo de organização e embelezamento, durante a execução notou-se o resultado principalmente em dias muito chuvosos.
1º PRÊMIO BOAS PRÁTICAS
1º LUGAR – VERA CRUZ
Protetor das Águas
2° LUGAR – TAPEJARA
Estação de Tratamento de Esgoto Doméstico
3° LUGAR - VACARIA
De Olho o Óleo
